IMPRESSÕES SOBRE A DERMATOGLIFIA NA DETECÇÃO DE TALENTOS ESPORTIVOS

A identificação de talentos é um dos pontos mais difíceis no âmbito esportivo, além de ser pouco desenvolvido no Brasil. O método da Dermatoglifia foi inventado pelo Dr. Harold Cummins, por volta de 1926 com o intuito de revelar patologias congênitas. Nos últimos anos este método tem sido utilizado para a detecção e análise de talentos esportivos através da impressão digital: arco (força), presilha (velocidade) e verticilo (coordenação).

O método da Dermatoglifia como ferramenta de auxílio na detecção de talentos nos esportes.

O termo principal (Dermatoglifia) para a busca de artigos: aptidão, esporte, qualidade física, alto rendimento e atleta.

O PROTOCOLO DE CUMMINS & MIDLO

Estudos científicos confirmam a validade do método para detecção de capacidades físicas, fazendo da Dermatoglifia uma aliada na detecção de talentos, no entanto, o treinamento e planejamento adequado para a maturação do talento ainda são desafios na área da dermatoglifia. Não basta apenas descobrir o talento, é preciso dar continuidade e aperfeiçoamento às suas características natas. O protocolo de Cummins & Midlo pode configurar uma importante ferramenta a ser adotado nos mais variados polos (clubes, escolas, academias), permitindo a orientação, organização e economia de tempo e investimentos financeiros, além da melhora da performance, da saúde e da qualidade de vida.
Palavras chave: Dermatoglifia. Talento. Qualidade Física.

SOBRE TALENTOS

Talento pode ser conceituado como vocação específica não totalmente desenvolvida que ultrapassa as medidas normais (DANTAS, 2008). Vários autores chegaram a um consenso sobre como podemos definir talento. Mas as dificuldades da obtenção de métodos e protocolos confiáveis para a identificação desses talentos faz com que permaneçam inúmeras dúvidas sobre a melhor forma de prognosticar e diagnosticar as possibilidades de alto desempenho de crianças e jovens atletas. Uma das propostas recentes para este fim é o modelo da Dermatoglifia, que tem sido empregado junto a outros métodos e avaliações para auxiliar a descoberta de talentos analisando suas qualidades físicas através da imagem da impressão digital, direcionando o atleta para a área em que tem maior potencial (SOUZA, 2009).

SOBRE DERMATOGLIFIA

É possível, através da Dermatoglifia, observar as impressões digitais dos dedos das mãos e correlacionar com potencialidades para as capacidades biofísicas como força, velocidade, coordenação motora e resistência. Aliar genótipo e fenótipo amplia as possibilidades de encaminhamento junto aos indivíduos no que tange a orientação de talentos, planejamento do treinamento desportivo, preparação física e prescrição de exercícios na promoção de saúde e afins.

Dermatoglifia é um método de análise das impressões digitais, marcas genéticas informativas e objetivas que não dependem de etnia ou nacionalidade, podendo ser utilizadas mundialmente na prática da seleção e da orientação desportiva precoce (CUNHA, FERNANDES FILHO, 2005). As impressões digitais possibilitam a escolha mais adequada e a especialização no esporte, com a perspectiva de otimização quanto ao talento individual.

Foi inventada por volta de 1926 pelo Dr. Harold Cummins, que é reconhecido como o pai da análise das impressões digitais. Este médico criou em 1942 um protocolo utilizado até hoje chamado “Protocolo de Cummins&Midlo” onde é possível comparar e relacionar resultados dermatoglíficos e, assim, traçar perfis de níveis de habilidades esportivas. Embora hoje seja utilizada para auxiliar a detecção de talentos esportivos, a Dermatoglifia foi desenvolvida com o objetivo de revelar uma série de patologias congênitas e defeitos do desenvolvimento como Síndrome de Turner, a Síndrome de Down, Síndrome de Klinefelter, entre outras (BRAIN, 2001).